MPT interdita unidade da Seara em SC após inspeção; JBS recorrerá da decisão

De Redação Estadão | 18 de maio de 2020 | 16:52

A unidade de aves da Seara Alimentos, pertencente ao grupo JBS, no município de Ipumirim (SC) foi interditada nesta segunda-feira, 18, pelo Ministério Público do Trabalho de Santa Catarina. Em nota, o MPT-SC justifica que, durante inspeção, fiscais “encontraram graves irregularidades, sobretudo relacionadas à ausência de distanciamento seguro entre os trabalhadores na linha de produção e a inexistência de medidas de vigilância para controle da disseminação do vírus entre os trabalhadores”.

Ainda conforme a nota, na unidade, 86 casos da covid-19 foram confirmados, “o que representa quase 5% dos cerca de 1.500 empregados que trabalham no local”.

Segundo o MPT-SC, um inquérito civil para apurar as irregularidades no frigorífico de Ipumirim está em andamento na Procuradoria do Trabalho no Município de Joaçaba (PTM). “Os procuradores responsáveis pela investigação, juntamente com o Projeto Nacional dos Frigoríficos, estão avaliando quais medidas serão tomadas a partir do fechamento da unidade.”

Outro lado

Em nota, a JBS disse que vai recorrer da decisão. Afirmou que seu “objetivo prioritário” é a saúde dos seus colaboradores e que adota um rígido protocolo de prevenção contra a covid-19 em suas unidades.

A empresa destacou que “suas operações seguem os mais elevados padrões de segurança para o setor frigorífico”. E que considera “injustificáveis” as medidas para suspensão das suas atividades. “A empresa irá tomar as medidas judiciais cabíveis para retomada das suas operações em Ipumirim”, salientou.

A unidade de Ipumirim abate, segundo a JBS, 135 mil aves por dia. “É inevitável que a cadeia de produção, incluindo os 240 produtores rurais da região, também tenha que suspender suas atividades, o que poderá trazer graves consequências no âmbito social, econômico, sanitário e de abastecimento à população”, destacou.

Estadao Conteudo
Copyright © 2020 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Deixe um comentário