Muros do Engenhão e de sede do Botafogo amanhecem pichados com ameaças de morte

De Redação Estadão | 1 de dezembro de 2020 | 12:23

A situação delicada do Botafogo no Campeonato Brasileiro – na 19.ª e penúltima colocação, dentro da zona de rebaixamento – tem causado revolta nos torcedores. Nesta terça-feira, o protesto teve críticas mais fortes e com mensagens de intimidação nos muros do estádio Engenhão, na zona norte do Rio de Janeiro, e na sede social do clube, em General Severiano, na zona sul.

Em algumas pichações foram feitas até ameaças de morte. “Já ouviram falar em morte de jogador?”, “O Botafogo vale mais que suas vidas”, “Protejam as crianças”, “Vai morrer, seus fdp” e “Mercenários” foram algumas das frases escritas nos locais.

O protesto acontece um dia após o anúncio de que Eduardo Barroca, novo técnico do Botafogo, está com covid-19 e não poderá comandar a equipe contra no clássico contra o Flamengo, neste sábado, no Engenhão, pela 24.ª rodada do Brasileirão.

Em fotos que circulam em redes sociais mostram outras frases na sede e no estádio com ameaças em caso de rebaixamento para a segunda divisão nacional ou se não vencer domingo. Sobrou até para o Pai Sérgio de Ogum, que em setembro decretou o rebaixamento: “Bala no Pai Sérgio”.

Há ainda um endereço escrito como se fosse de um dirigente e críticas a jogadores com destaque no elenco como o japonês Keisuke Honda, o marfinense Salomon Kalou e o volante Cícero. “Honda boi”, “Fora, Cícero” e “Kalou volta pra África” foram as frases de protesto nos muros do Engenhão.

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