Na Itália, Mario Draghi aceita missão de formar coalizão de governo

De Redação Estadão | 3 de fevereiro de 2021 | 10:04

Ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi aceitou o pedido do presidente da Itália, Sergio Mattarella, para que ele forme um novo governo. O economista, agora, iniciará a etapa de negociações com partidos e lideranças políticas com o objetivo de tentar costurar uma coalizão majoritária no Parlamento.

A solicitação de Mattarella acontece após o fracasso do premiê Giuseppe Conte em arregimentar apoio para seguir no cargo. No mês passado, Conte renunciou à função depois que o partido Italia Viva, de Matteo Renzi, abandonou a aliança governista e inviabilizou a maioria parlamentar.

Com a crise política, o presidente italiano decidiu convocar Draghi para estruturar um gabinete técnico em um momento em que o país enfrenta os efeitos econômicos da pandemia. O ex-líder do BCE, de 73 anos, chefiou a autoridade monetária europeia entre 2011 e 2019 e é creditado por guiar a instituição durante a crise de dívida da zona do euro. Em 2012, no auge do episódio, ele assegurou ao mercado que faria “qualquer coisa que fosse preciso” para garantir a estabilidade do bloco.

Para ascender ao cargo de primeiro-ministro, Draghi precisará do apoio do partido Movimento 5 Estrelas, a maior força do Parlamento. Caso as tentativas fracassem, Matarella terá que buscar outro nome ou antecipar as eleições atualmente previstas para 2023. (Com informações da Dow Jones Newswires).

André Marinho
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