Na véspera da ida às urnas nos EUA, mais de 94 milhões já votaram pelos correios

De Redação Estadão | 2 de novembro de 2020 | 11:59

Ao menos 94 milhões de americanos já votaram pelos correios nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, aponta levantamento do US Elections Project, conduzido pelo professor Michael McDonald, da Universidade da Flórida, e consultado pelo Broadcast na manhã desta segunda-feira (02), véspera da ida às urnas no país.

Os números são recorde na história dos Estados Unidos, país em que o voto não é obrigatório. De acordo com a pesquisa, o Estado da Califórnia, tradicionalmente democrata, computa a maior quantidade de votos até o momento: 11,236 milhões.

Pesquisas de intenção de voto apontam para uma vitória do candidato do Partido Democrata, Joe Biden, sobre o presidente e candidato à reeleição, Donald Trump, do Partido Republicano. Nos Estados-pêndulo, contudo, considerados essenciais para se chegar à Casa Branca, a vantagem de Biden é apertada.

Trump vem criticando o voto pelos correios e alega que a modalidade, prevista em lei há anos em muitos Estados, mas com maior adesão em 2020 devido à pandemia de covid-19, abre espaço para fraudes. Especialistas, porém, não endossam a tese do republicano.

A grande adesão aos votos pelos correios tende ainda a atrasar a apuração do resultado das eleições presidenciais, aumentando o risco de judicialização do pleito.

Eduardo Gayer
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