No aniversário de Neil Armstrong, vamos viajar à Lua através dos filmes

De Redação Estadão | 5 de agosto de 2020 | 14:13

Completam-se nesta quarta, 5, 90 anos do nascimento de Neil Alden Armstrong em Wakaponeta, uma cidadezinha no interior de Ohio. O ano era 1930, os Estados Unidos haviam ingressado na depressão econômica que lançou milhões ao abandono e ao desemprego. Sonharia o menino com epopeias espaciais? Pois ele cresceu para se tornar, em 21 de julho de 1969, o primeiro homem a pisar na Lua. Vale lembrar, até como homenagem a Armstrong – ele morreu em 2012, aos 82 anos – um pouco dessa história extraordinária que o cinema ajudou a celebrar. Vamos viajar à Lua – através dos filmes. E se você sentir falta de clássicos da ficção científica (2001, Solaris, Gravidade), atenção – nossa prioridade é a Lua.

‘Viagem à Lua’

O marco zero da ficção cinematográfica, em 1902. Os irmãos Lumière haviam criado o cinematógrafo como um invento científico. Não viam muito futuro nele. Foi preciso que um mágico, Georges Méliès, visse na nova máquina o seu potencial para contar histórias e fazer sonhar. E ele começou apostando alto – uma viagem à Lua. O foguete aterrissa – alunissa? – no olho do ser celeste e há uma ruidosa recepção pelas seleniotas. Tudo rudimentar, mas ainda hoje, 118 anos depois, divertido.

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‘A Mulher na Lua

Fritz Lang já criara Metrópolis, em 1926, quando decidiu avançar na ficção científica. Dois anos mais tarde, seu fascínio pelo fantástico levou-o a contar essa história original de sua então mulher, Thea Von Harbou. Cientistas descobrem a existência de ouro na Lua e organizam expedição. Matam-se pela cobiça e restam um homem e uma mulher, os novos Adão e Eva para um recomeço da humanidade. Para criar suspense, Lang inventou a contagem regressiva que depois foi adotada nos lançamentos espaciais.

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‘No Assombroso Mundo da Lua’

Pouca gente lembra-se que Robert Altman, antes da consagração proporcionada por MASH, de 1970, realizou essa odisseia no espaço. No filme de 1967, e na tentativa extrema de superar os soviéticos, a Nasa lança um astronauta numa aventura solitária, sem garantia de retorno. Ele tem de sobreviver no satélite inóspito até que chegue alguma Apollo para resgatá-lo. James Caan e Robert Duvall lideram o elenco. Será que Francis Ford Coppola viu o Altman antes de escalá-los para o primeiro O Poderoso Chefão?

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‘Capricórnio Um’

Vamos misturar um pouco as coisas. Sempre houve teorias conspiratórias de que a Missão Apollo não tenha sido exatamente daquele jeito e a descida de Neil Armstrong na Lua teria sido encenada por ninguém menos que Stanley Kubrick – após o clássico 2001, Uma Odisseia no Espçaço. Em 1977, Peter Hyams resolveu ficcionalizar a conspiração. Impossibilitada de realizar o desembarque em Marte, a Nasa tenta enganar a opinião pública fazendo uma encenação em estúdio. Um jornalista investiga e o resultado é um suspense infernal no desfecho. O tipo do filme que sumiu na noite dos tempos e que hoje talvez fosse acusado de fake, alarmista e outras coisas mais. Mas é bem impressionante.

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‘Os Eleitos’

O maior filme sobre corrida espacial – o clássico 2001, de Stanley Kubrick, é sobre outra coisa. A Guerra Fria no espaço. A criação do programa Apollo para concorrer com os soviéticos, os pilotos selecionados para serem os primeiros astronautas. As etapas do programa. Os astronautas e suas mulheres. A obra-prima de Philip Kaufman e um dos maiores, infelizmente não reconhecido como tal, filmes dos anos 1980.

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‘Apollo 13’

A terceira missão tripulada da Nasa à Lua. “Houston, temos um problema.” O que poderia ter sido um fracasso vira uma afirmação do engenho humano. Do desastre ao triunfo – o título no Brasil. Os astronautas a bordo, liderados por Tom Hanks, a equipe em Terra, as famílias em desespero. O esforço para superar os problemas e trazer os astronautas a salvo. Ron Howard colheu merecido sucesso de público e crítica em 1995.

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‘Os Cowboys do Espaço’

Os velhos caubóis – Clint Eastwood, Tommy Lee Jones, James Garner, Donald Sutherland – que se unem numa missão de resgate. Um Clint de 2000, exercitando a tendência sacrificial que se tornou cada vez mais forte em seu cinema. A terra vista da Lua, o final com a voz de Frank Sinatra – Fly Me To the Moon.

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‘Moon/Lunar’

Sam Rockwell como o astronauta solitário que cumpre uma jornada de três anos na Lua em companhia de um robô (a voz de Kevin Spacey). Às vésperas de encerrar a missão e voltar à Terra, ele sofre uma vertigem e se defronta com seu clone dentro da nave. Terá enlouquecido? É parte da missão? Terror no espaço – Duncan Jones assina o verdadeiro pesadelo, filme de 2009.

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‘Estrelas Além do Tempo’

Em plena Guerra Fria, a história – em Terra – das matemáticas negras que fizeram a diferença na corrida espacial. Como elas enfrentaram o preconceito e alcançaram reconhecimento. Theodore Melfi dirige, Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monae interpretam e, quem acha a história fantasiosa e otimista, tem de saber que a ficção foi um pouco atenuada, sob pena de parecer inverossímil.

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‘O Primeiro Homem’

Após o sucesso de Whiplash – Em Busca da Perfeição e La La Land – Cantando Estações, Damien Chazelle, em 2018, não obteve muita repercussão com essa reconstituição ficcionalizada da incrível jornada de Neil Armstrong até a Lua. O motivo secreto – o drama familiar – que o fez concluir o desafio de ser o primeiro homem na Lua. Um homem contra a Nasa, o mundo, em busca de Deus – da perfeição? Ryan Gosling é quem faz o papel, mas Claire Foy, como sua mulher, rouba a cena. É magnífica.

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Luiz Carlos Merten
Estadao Conteudo
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