Nos 60 anos de Tilda Swinton, veja uma seleção de filmes essenciais da atriz

De Redação Estadão | 5 de novembro de 2020 | 16:35

Parabéns! Nesta quinta, 5, Katherine Matilda Swinton comemora 60 anos – nasceu em 1960 em Londres, no Reino Unido, numa antiga família anglo-escocesa de alta linhagem que remonta à Idade Média. Seu bisavô paterno era um político escocês e oficial de armas da Coroa. O tataravô materno era o conceituado botânico escocês John Hutton Balfour. Única filha numa família de quatro irmãos, Tilda foi criada como menino. Sempre gostou de brincadeiras selvagens. E embora tenha estudado na mesma escola, inclusive na mesma aula da futura Princesa Diana – a West Heath Girl’s School, que prepara garotas da elite -, cultivou desde cedo a aparência andrógina.

Em Cambridge, filiou-se ao Partido Comunista da Grã-Bretanha. Poderia ter feito carreira na militância, mas o amigo Derek Jarman orientou-a para o cinema. Foi atriz dele em War Requiem, de 1989, contracenando com Laurence Olivier, e também em The Garden, Edward II e Wittgenstein. Foi Orlando, na adaptação de Sally Potter do romance famoso de Virginia Woolf. Questões de gênero deram o tom de sua carreira, e Tilda ligou-se a artistas experimentalistas e de vanguarda. Participou de uma instalação, e durante uma semana de 1995 ficou dentro de uma caixa de vidro na Serpentine Gallery, de Londres, em exposição permanente. Virou uma artista cult, e o mais interessante é que conseguiu fazer a passagem do cinema independente e underground para o mainstream de Hollywood.

Foi a Feiticeira na série adaptada de As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis. Recebeu o Oscar de coadjuvante e o Bafta por Michael Clayton e integrou o Universo Marvel em Doutor Estranho e Vingadores – Ultimato. Coestrelou em filmes com Leonardo Di Caprio (A Praia), Tom Cruise (Vanilla Sky) e Brad Pitt (O Estranho Caso de Benjamin Button). Em 2009 presidiu o júri do Festival de Berlim e outorgou o Urso de Ouro a La Teta Asustada, de Claudia Llosa. Desde 2005 é casada com o pintor alemão Sandro Kopp. Possui um casal de filhos gêmeos, Xavier e Honor, de um casamento anterior com o dramaturgo John Byrne. Milita em defesa das mulheres, dos gays e do cinema de autor, tendo criado um projeto de cinema itinerante com Mark Cousins na Escócia.

Edward II
Derek Jarman adapta a peça de Christopher Marlowe sobre o rei e sua relação com o favorito Gaveston. Foram amantes? Tilda foi melhor atriz no Festival de Veneza de 1991 pelo papel da rainha rejeitada.

Orlando
Sally Potter baseou-se no romance de Virginia Woolf para contar a história da mulher que atravessa os séculos vivendo várias vidas (e gêneros). Tilda andrógina, e o visual é requintadíssimo.

As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
O primeiro filme da saga de C.S. Lewis. Durante a 2ª Guerra, os irmãos que são enviados para o interior da Inglaterra. Na velha casa descobrem o guarda-roupa que os leva ao mundo encantado de Nárnia. Tilda faz a Feiticeira. Love story – no set, ela conheceu o segundo marido, o pintor Sandro Kopp.

Conduta de Risco
Tilda ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante, o Globo de Ouro e o Bafta de 2007 pelo papel no filme estrelado por George Clooney. Tony Gilroy dirige e assina o roteiro. Clooney adota Conduta de Risco – título no Brasil – ao se envolver em maracutaias de uma firma de advocacia.

Amantes Eternos
Jim Jarmusch dirige Tilda numa história de vampiros modernos que se passa em Tânger. Tom Hiddleston e ela, Adão e Eva. Serão os fundadores de uma nova humanidade?

Okja
Bong Joon-ho e a história da garota que defende a estranha criatura do título. Okja, uma superporca, foi geneticamente modificada. Tilda faz a CEO que só pensa nos lucros que poderá ter em cima dela, fornecendo alimento para o futuro. Sob muitas aspectos, o filme prenuncia Parasita.

Luiz Carlos Merten
Estadao Conteudo
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