Nossos pequenos monstros

De Redação Estadão | 7 de abril de 2020 | 07:36

Monstros sempre fizeram parte do imaginário infantil e povoaram inúmeros livros (e quartos). Em 2011, o Estadinho reuniu seus pequenos leitores para um encontro na Livraria Cultura em torno do livro Onde Vivem os Monstros, clássico de Maurice Sendak publicado pela Cosac Naify que ganhou uma bela adaptação para o cinema e, com o encerramento da editora, virou uma raridade em sebos.

No Circuito Estadinho daquele 12 de março, as crianças conheceram a história de Max, um garoto que ficou de castigo em seu quarto e passou a ver os objetos do ambiente, e o próprio ambiente, com novos olhos, mergulhando num mundo de fantasias nesta grande e complexa metáfora sobre o inconsciente. Com base na história, os participantes fizeram uma serie de atividades.

Dois anos depois, o Estadinho indicava outro livro nesta mesma linha: Carlota e os Monstros (Estação Liberdade, 34 págs.; R$ 37), de Doris Dörrie e Julia Kaergel. A história acompanha a menina que não consegue dormir porque há sete monstros em seu quarto. Cada um fazendo uma coisa diferente. A mãe não acredita, e Carlota tenta descobrir o que eles querem de verdade.

Hoje, há novas opções de livros nas livrarias – e outros monstros estão divertindo as crianças e as ajudando a lidar e a conviver com eles.
Um guarda-roupa em um quarto escuro: o terror de toda criança. A porta está fechada? O que tem lá atrás? Um monstro? Se Eu Abrir Esta Porta Agora (Sesi-SP Editora; 56 págs.; R$ 44), de Alexandre Rampazo, vai se desdobrando nas mãos dos leitores para levá-lo a esta descoberta.

Da espanhola Olga de Dios, o Boitatá, selo da Boitempo, publicou Monstro Rosa, um simpático ser que se sente estranho. Ele, que é graúdo, peludo e rosa, vem de um lugar onde tudo e todos são brancos. Cansado, ele parte em busca de um lugar onde possa ser quem ele é.

Para crianças maiores, a dica é Monstros do Cinema (Sesi-SP Editora; 52 págs.; R$ 48), de Augusto Massi e Daniel Kondo. O livro catalogo e retrata 11 monstros que já assustaram diversas gerações de cinéfilos e pequenos cinéfilos, faz um levantamento histórico desses personagens, indica os filmes em que apareceram pela primeira vez e apresenta um panorama evolutivo de suas representações. Vale como programa duplo para a família durante a quarentena: conhecer a história dos mais famosos monstros e seguir sua trilha pelo serviço de streaming.

E um livro obrigatório para pais, embora seja dedicado às crianças: Agora não, Bernardo (WMF Martins Fontes; 32 págs.; R$ 44,90), de David Mckee. O menino queria avisar os pais que havia um monstro dentro da casa deles, mas, sem encontrar interlocução, acaba devorado por ele.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Maria Fernanda Rodrigues
Estadao Conteudo
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