O melhor dos filmes que repensam ações raciais

De Redação Estadão | 17 de outubro de 2020 | 07:25

Começa com Pam Grier, Foxy Brown, às 16h, e termina com Eddie Murphy, 48 Horas, à 0h20. No auge dos blaxploitation (filmes criados por artistas negros) movies, Pam faz uma mulher obcecada por vingança – sem ela talvez não tivesse existido a Jackie Brown de Quentin Tarantino. Já 48 Horas representa outra vertente – as aventuras policiais inter-raciais. Murphy e Nick Nolte, o presidiário negro e o tira wasp dirigidos por Walter Hill. Por mais que a história pareça conhecida, Hill filma com entusiasmo de quem reinventa o cinema.

Entre esses extremos, o Telecine Cult revisita parte da obra de Spike Lee – Faça a Coisa Certa (foto), às 17h40, Mais e Melhores Blues, às 19h45, e Infiltrado na Klan, às 22h. Em 1989, quando a pizzaria de Danny Aiello explode na obra-prima de Lee, a Academia fez a coisa errada e premiou Conduzindo Miss Daisy com o Oscar. Mais e Melhores Blues surgiu como reação ao Bird de Clint Eastwood.

Lee criou o trompetista Bleek, de Denzel Washington, como reação ao jazzman drogado e autodestrutivo de Forest Whitaker. A crítica caiu matando, e ele foi chamado até de antissemita. Finalmente, o Oscar – de roteiro adaptado. John David Washington, filho de Denzel, infiltra-se na racista Ku Klux Klan. Lee e seu tributo aos blaxploitation movies – a Foxy Brown. Fecha-se um círculo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Luiz Carlos Merten
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