Pelosi quer aprovar na Câmara mais estímulos à economia dos EUA

De Redação Estadão | 18 de junho de 2020 | 13:10

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou nesta quarta-feira, 18, que continuará a trabalhar para aprovar mais estímulos à economia americana, no contexto atual de pandemia da covid-19.

Durante entrevista coletiva, a política democrata disse que avançará em projetos para realizar pagamentos diretos aos americanos e também para mais gastos federais com infraestrutura, além de defender que seja enviado mais dinheiro para as administrações estaduais e locais.

Pelosi lembrou que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, pediu ontem que o Congresso “não coloque o pé no freio” nos estímulos. “É apropriado continuar a apoiar as pessoas que perderam o emprego e as empresas que enfrentam dificuldades”, disse ela, afirmando que este momento é “crucial” para o desempenho futuro da economia americana.

A presidente da Câmara afirmou que pretende aprovar um projeto de lei para projetos de infraestrutura nos EUA e que também possa combater injustiças, citando o fato de que os negros e os mais pobres são desproporcionalmente afetados pela pandemia. Ela disse que pretende aprovar esse projeto de estímulos econômicos antes do feriado local do 4 de julho.

Além disso, insistiu que os governos estaduais e locais precisam de mais caixa para bancar os custos do coronavírus, já que enfrentam “necessidades maiores e menos recursos”. Além disso, criticou o Partido Republicano por, segundo ela, relutar em aprovar mais dinheiro para o seguro-desemprego no país.

Pelosi ainda foi questionada sobre o livro lançado pelo ex-assessor de segurança nacional John Bolton. Ela disse que não pretende comprar nem ler a obra e criticou o fato de que Bolton agora lucrará com o livro ao contar coisas que deveria ter feito em depoimento no Congresso. “Bolton sabia que Trump deveria ser retirado do cargo, isso é evidente”, afirmou, considerando que o atual líder “não é apto nem ética nem intelectualmente para ser presidente”.

Gabriel Bueno da Costa
Estadao Conteudo
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