Pequeno Príncipe realiza transplante hepático e traz chance de vida nova para bebê de um ano

De Scheila Pessoa | 21 de fevereiro de 2020 | 10:11
(Foto: Hospital Pequeno Príncipe)

Logo em sua primeira ida ao pediatra, com 10 dias de vida, Mathias Fernandez Baião Wagner, de um ano de idade, foi encaminhado para um hospital em Foz do Iguaçu, onde mora com a família. A pele amarelada revelava problemas no fígado, diagnóstico confirmado 30 dias depois em outro hospital de Curitiba, onde passou por uma cirurgia na tentativa de corrigir o problema. O procedimento, no entanto, não trouxe o resultado esperado e o bebê se tornou candidato ao transplante de fígado.

No dia 27 de janeiro deste ano, Mathias deu entrada no Centro Cirúrgico do Hospital Pequeno Príncipe para receber parte do fígado de seu pai, Vitor Fernando Wagner, de 19 anos. Sete horas depois, a equipe médica terminava o transplante, realizado sem intercorrências. Na quarta-feira (19) o menino recebeu alta depois de esperar 15 meses pelo transplante. A alegria da família de Mathias é imensa, porque a criança poderá viver com uma qualidade de vida muito melhor.

O procedimento, que deu novas perspectivas à família, marca também a retomada do Serviço de Transplante Hepático pelo Pequeno Príncipe. O Hospital vai atender crianças e adolescentes, mas a prioridade será o atendimento a crianças menores de dez anos. No Paraná nenhuma outra instituição está transplantando crianças nessa faixa etária e ainda esse ano a previsão é que o Pequeno Príncipe realize mais 10 cirurgias. “Já temos sete pacientes com indicação para o transplante hepático”, informou a responsável técnica pelo Serviço, a cirurgiã pediátrica Giovana Camargo de Almeida.

Para esse momento histórico, o Hospital recebeu o cirurgião Rodrigo Vianna, diretor do Miami Transplant Institute (MTI), o maior hospital de transplantes dos Estados Unidos. Além de dirigir a instituição, o médico é reconhecido internacionalmente pela técnica que reduziu substancialmente o tempo de duração das cirurgias de transplante de fígado e, em 2019, bateu o recorde mundial de transplantes realizados em um ano: 747. “Para mim, participar desta retomada dos transplantes de fígado nesta instituição foi muito importante. Porque sou curitibano, então o Pequeno Príncipe é um lugar que mora no meu coração”, disse Vianna.

(Foto: Hospital Pequeno Príncipe)

Assim como nos Estados Unidos, a equipe criada para fazer os transplantes no Pequeno Príncipe é multiprofissional. Ao todo, são 22 profissionais entre cirurgiões, hepatologistas, anestesistas, intensivistas, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. O Hospital também mantém condições técnicas e equipamentos semelhantes ao MIT. “Mas sabemos que os pacientes brasileiros têm uma condição social nem sempre tão favorável, quando comparado aos norte-americanos. Por isso, precisamos fazer um trabalho bastante cuidadoso e amplo, para assegurar que no pós-operatório esse paciente tenha condições de se recuperar em um ambiente adequado”, ressaltou a responsável técnica pelo Serviço. 

Colaboração Hospital Pequeno Príncipe

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