Pesquisadores paranaenses lideram estudo sobre a Covid-19

De lucianpichetti | 29 de junho de 2020 | 15:21
Foto: Pexels

Pesquisadores de universidades paranaenses e paulistas vão participar de um estudo, pioneiro no Brasil e na América Latina, sobre as manifestações clínicas da Covid-19, em diferentes tipos de pacientes. Participam da iniciativa profissionais da Universidade Estadual do Paraná, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), de Institutos de Pesquisa e de algumas universidades do estado de São Paulo

O estudo inicia no mês de julho e será coordenado pelo Instituto de Pesquisa para o Câncer, por meio da Rede Genômica. O valor inicial do investimento na pesquisa é de 800 mil reais, 400 mil reais da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por meio da Unidade Gestora do Fundo Paraná, e 400 mil reais repassados pela prefeitura de Guarapuava.

Pesquisa

Serão 95 pesquisadores de 11 municípios do Paraná e de São Paulo. Eles vão estudar o comportamento da Covid-19 em pacientes com quadro clínico grave e mantidos na UTI com ventilação pulmonar; pacientes com quadro clínico moderado, internados na enfermaria; em pacientes que foram curados sem a necessidade de transferência para a UTI, além de pacientes com quadro clínico leve ou assintomáticos.

Pesquisas já realizadas demonstram que metade dos indivíduos com Coronavírus apresenta sintomas moderados e é curada sem a necessidade de hospitalização, 30% são assintomáticos.

Cerca de 20% dos indivíduos infectados evoluem para a forma mais grave da doença e necessitam de cuidados hospitalares. Desses pacientes, 5% necessitam de atenção intensiva com ventilação pulmonar.

Desenvolvimento

Para realizar o estudo, serão coletadas, ao longo de quatro meses, amostras de sangue e tecidos de 200 pacientes, obtidas de instituições de saúde do Paraná e de São Paulo, entre elas o Laboratório Central do Estado do Paraná, em Curitiba. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), um grupo de pesquisa que analisa a citologia clínica e infecções sexualmente transmissíveis vai avaliar a presença da Covid-19 em líquidos como sangue, soro e plasma e mapear as diferentes fontes de transmissão.

A rede foi criada com o objetivo de desenvolver metodologias de análise em escala genômica aplicadas ao diagnóstico de doenças genéticas, em especial as doenças oncológicas. A Rede Genômica está vinculada ao Instituto para Pesquisa do Câncer, que foi criado recentemente. 

Colaboração AEN

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