Pianista McCoy Tyner morre aos 81 anos

De Redação Estadão | 6 de março de 2020 | 18:20

O pianista americano McCoy Tyner, membro do quarteto de John Coltrane nos anos 1960, morreu aos 81 anos, de acordo com sua página oficial no Facebook, que não deu mais detalhes.

Ao lado de nomes como Herbie Hancock, Bill Evans e Chick Corea, Tyner era conhecido como um dos mais influentes pianistas de jazz contemporâneo.

“O jeito do Sr. Tyner era modesto, mas seu som era rico, percussivo e sério, suas improvisações líricas centradas em acordes poderosos de mão esquerda marcando o primeiro beat do verso e o centro tonal da música”, escreveu o crítico Ben Ratliff no The New York Times. “Esse som ajudou a criar a atmosfera da música de Coltrane e, em alguma medida, todo o jazz dos anos 1960.”

Numa entrevista em 1961, o próprio Coltrane era todo elogios ao pianista. “Tyner segura as harmonias, e isso me permite esquecer delas. Ele é o cara que me dá asas e me deixa sair do chão de vez em quando.”

Depois de deixar o quarteto em 1965, Tyner não encontrou sucesso imediato, mas ao longo das décadas seguintes consolidou sua influência e se manteve como um dos grandes líderes de bandas de jazz dos EUA.

Tyner nasceu na Filadélfia em 1938, e frequentou a igreja com os pais na adolescência, antes de ter aulas de música na escola e começar a tocar profissionalmente aos 16 anos. Aos 21, ele já fazia parte do que ficou conhecido como o quarteto clássico de Coltrane, ao lado do baterista Elvin Jones e do baixista Jimmy Garrison. Com o grupo, ele lançou clássicos do jazz, como A Love Supreme, Crescent, Coltrane Live at Birdland, Ballads e Impressions, todos na gravadora Impulse.

Ao longo dos anos, ele lançou trabalhos com seu nome pelas gravadoras Blue Note e Milestone, antes de voltar para a Impulse e seguir para a Telarc.

O pianista recebeu cinco prêmios Grammy na carreira, e em 2002 recebeu a National Endowment for the Arts Jazz Master, uma das maiores honrarias para um músico de jazz nos EUA.

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