Prefeitura começa testes sorológicos nas escolas

De Redação Estadão | 2 de outubro de 2020 | 07:07

A Prefeitura começou ontem a testagem de professores, estudantes e servidores da rede municipal de ensino para identificar a prevalência de infectados pela covid-19. A primeira etapa colherá material sorológico de mais de 192 mil pessoas. Ao todo, o censo testará 777 mil.

A Secretaria Municipal de Educação, segundo o Estadão apurou na última sexta-feira, quer priorizar a volta às aulas em novembro para professores e estudantes que já tenham anticorpos contra a covid-19 – mas os que não tiverem não serão impedidos de retornar às atividades presenciais.

Os primeiros testes serão realizados em alunos do 3º e do 9º anos do ensino fundamental, todas as séries do ensino médio, educadores (com menos de 60 anos) e servidores. As escolas, que deverão seguir as normas de distanciamento social e biossegurança para evitar aglomerações, foram orientadas a organizar a coleta do material para exame das 8 às 12 e das 13 às 17 horas. O censo sorológico será dividido em três fases e deve durar cerca de 40 dias. No primeiro dia de testes, segundo balanço parcial, foram convocadas 9.187 pessoas – e realizadas cerca de 3,5 mil coletas em 88 unidades educacionais.

No Rio

Apesar de liberadas por determinação judicial, poucas escolas particulares no Rio retornaram ontem às atividades presenciais. A autorização para o retorno foi dada na quarta-feira pelo Tribunal de Justiça do Estado, que derrubou recurso obtido pelo MP e pela Defensoria Pública estaduais.

O Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe-Rio) ainda não fez um balanço de quantos colégios voltaram ontem às atividades mas avalia que o retorno acontecerá em sua totalidade na próxima semana.

“A decisão do TJ saiu no fim da tarde (da quarta), e não deu tempo para a maioria das escolas se preparar”, disse o diretor do Sinepe, Lucas Werneck. Ele acredita que até segunda-feira esteja quase tudo normalizado e até o fim da próxima semana o retorno seja de quase 100% das unidades”. O Sindicato dos Professores do Município lamentou a autorização de retorno e se mantém em “greve pela vida”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Paloma Cotes e Marcio Dolzan
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