Presidente da FIA minimiza crítica de Hamilton após ato: 'Pessoas são diferentes'

De Redação Estadão | 22 de julho de 2020 | 10:04

As polêmicas envolvendo o nome do inglês Lewis Hamiltom, hexacampeão mundial de Fórmula 1, nos protestos antirracistas na categoria tiveram mais um capítulo nesta terça-feira. O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês), o francês Jean Todt, minimizou as críticas feitas pelo piloto da Mercedes sobre a falta de planejamento no ato antes da largada do GP da Hungria, no último domingo, considerado rápido demais e sem que todos os pilotos se ajoelhassem.

“Hamilton tem uma forte sensibilidade para esse problema. É uma causa querida para ele. As pessoas são diferentes. Alguns fazem gestos sensacionais, outros lutam pela causa em silêncio. Mas todos nós queremos que o racismo termine. Eu digo que a vida importa. De fato, vidas importam. Não são apenas os negros: ‘Todas as vidas são importantes'”, disse Todt.

As declarações do presidente da FIA foram feitas após Hamilton criticar a falta de uma ação mais efetiva e organizada no combate ao racismo na Fórmula 1. “Você precisa de um líder, onde está o Todt? Não deveria ser meu trabalho chamá-lo”, afirmou o piloto inglês logo após vencer a corrida no circuito de Hungaroring, em Budapeste.

Essa não é a primeira polêmica envolvendo Hamilton – líder da força-tarefa “Corremos como Um”, criada pela Fórmula 1 para combater o racismo e promover a diversidade no esporte – sobre o assunto. Na Hungria, o piloto ainda disparou contra o presidente da Associação dos Pilotos, o francês Romain Grosjean, e disse que o colega da Haas “não acha isso (os atos antirracistas) importante”. E criticou os ex-pilotos Jackie Stewart e Mario Andretti, que declararam não ver o racismo como um problema dentro da categoria.

Na atual temporada, o ato de se ajoelhar foi visto pela primeira vez no GP da Áustria, que abriu o Mundial. O protesto fez parte do ato antirracista antes da largada e 14 dos 20 pilotos ficaram de joelhos. Dois dos que ficaram de pé, o holandês Max Verstappen (Red Bull) e o monegasco Charles Leclerc (Ferrari), alegaram que eram contra o racismo, mas que não precisavam se ajoelhar para mostrar isso.

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