Presidente do Santos diz que Robinho volta apenas se for de graça

De Redação Estadão | 9 de outubro de 2020 | 16:22

Durante a entrevista coletiva em que anunciou o fim da punição da Fifa que impedia o Santos de registrar novo reforços, o presidente em exercício do clube, Orlando Rollo, também falou sobre a possível contratação de Robinho. Segundo o mandatário, o time vive um momento de austeridade, quer o jogador, mas não fará nenhuma loucura para contratá-lo. Portanto, praticamente descartou a possibilidade de repatriação do jogador.

“Eu queria o Robinho aqui, é óbvio. Ele é meu ídolo. Mas como que o Santos vai pagar o Robinho? Ainda estamos muito próximos de cair do abismo”, pondera Rollo, que acrescenta: “Se o Robinho viesse de graça, óbvio. Só que ele é um profissional, um pai de família. Ele não pode vir de graça. Entendo essa situação É difícil tanto para ele, quanto para o Santos. É com dor no coração que eu falo que hoje não podemos contratar o Robinho”, revela.

O mandatário afirmou que a meta do Santos é retomar sua credibilidade no mercado. Rollo questionou: “Se eu trago o Robinho, como que eu vou explicar para os diretores do Huachipato e do Atlético Nacional que não temos dinheiro para pagar a dívida com eles, mas temos caixa para trazer um grande ídolo?”. As negociações que miram quitar os débitos com esses dois clubes serão iniciadas na próxima semana.

“Temos que ter responsabilidade e coerência. O momento agora é de austeridade. Não adianta nós atropelarmos, fazer três negociações em conjunto. Nosso foco era o Hamburgo. Conseguimos quitar a dívida. A partir da semana que vem, o foco é o Huachipato e o Atlético Nacional. Ambas as dívidas serão negociadas ao mesmo tempo em decorrência de suas penalidades serem concluídas juntas”, explicou.

Questionado se o técnico Cuca teria pedido reforços, Rollo disse que sim. No entanto, o presidente descartou a contratação de qualquer jogador enquanto as dívidas não forem quitadas. “O Cuca merece reforços. Evidentemente, um técnico de um grande clube vai pedir reforços. Estamos em um momento de austeridade e não podemos fazer loucuras. O Cuca quer reforços, mas, no momento, não temos como contratar”, ressaltou.

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