Primeiras entregas de vacinas da Covax devem ser modestas, diz Opas

De Redação Estadão | 17 de fevereiro de 2021 | 13:48

A diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa F. Etienne afirmou que as primeiras entregas de vacinas contra a covid-19 pela Iniciativa Covax devem ser “pequenas”, já que a oferta global do imunizante “permanece limitada”. Durante entrevista coletiva virtual, Etienne notou nesta quarta-feira que “no curto prazo, simplesmente não há vacinas suficientes para proteger a todos”, seja nas Américas ou em outras partes do mundo, mas apontou que as entregas pela Covax devem ter aumento gradual.

A autoridade de saúde afirmou que, na última semana apenas, 1,2 milhão de pessoas foram infectadas pela covid-19 nas Américas, com 39 mil mortes.

Apesar de elevados, os números representam uma desaceleração da crise de saúde na região, apontou ela. Etienne disse que quase 63 milhões de pessoas foram vacinadas para a covid-19 até agora nas Américas e no Caribe, “majoritariamente nos países do Norte”, número “encorajador, mas não suficiente”.

Para que 70% da população seja vacinada, faltariam ainda mais de 700 milhões de pessoas imunizadas, notou.

A Opas comentou que há dúvidas até agora sobre quantas pessoas imunizadas seriam necessárias para conter a pandemia, com estimativas que variam de 70% a 90% do total da população.

Etienne disse que os países que fazem parte do mecanismo Covax devem ser informados nos próximos dias e semanas sobre prazos para os primeiros embarques do imunizante.

Ela pediu que todos se preparem, com estrutura e pessoal, para esse processo. Em todo o primeiro semestre, a Opas estima que serão distribuídas 160 milhões de vacinas por meio dessa iniciativa, com aumento gradual das entregas.

A diretora da Opas ainda mencionou a região fronteiriça entre Peru, Colômbia e Brasil como um foco de casos da covid-19 nas Américas.

Gabriel Bueno da Costa
Estadao Conteudo
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