Russomanno é cobrado por sigla para entrar na campanha

De Redação Estadão | 12 de setembro de 2020 | 12:00

O deputado federal Celso Russomanno (Republicanos) está sendo pressionado pelo partido e por lideranças religiosas para entrar de forma mais direta na campanha eleitoral. Enquanto outros candidatos já participam de atos de rua, Russomanno não tem marqueteiro e assessores, não organizou eventos e evita dar entrevistas.

O Republicanos, que filiou este ano dois filhos de Jair Bolsonaro, também trabalha para que a campanha de Russomanno seja endossada pelo presidente, embora Bolsonaro tenha dito que não deve apoiar ninguém no primeiro turno.

A convenção do Republicanos está marcada para a próxima quarta-feira. Houve um acordo entre o pré-candidato e seu partido para que a campanha – caso ela seja mesmo confirmada – comece só a partir desta data. É o último dia possível para a realização do evento, de acordo com o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Não dá para a gente abortar uma campanha dessas”, afirmou o presidente municipal do Republicanos, Marcos Alcântara, que tem concentrado todas as funções da pré-campanha, como elaboração de pontos que podem constar no plano de governo, articulação política e comunicação.

Russomanno chegou a se encontrar com Bolsonaro ao menos duas vezes no início do mês para pedir apoio público à sua campanha. As agendas ocorreram no dia 2 e haviam sido solicitadas pela bancada do Republicanos, que integra a base aliada do governo federal.

Na ocasião, os deputados solicitaram que o presidente se encontrasse novamente com o pré-candidato para falar das eleições em São Paulo. Antes da reunião com Russomanno, que constou na agenda oficial, o presidente recebeu o pastor Silas Malafaia e César Augusto, fundador da Igreja Fonte da Vida.

Aliados de Russomanno disseram ao Estadão que a conversa foi positiva e que eles acreditam na possibilidade de apoio.

Vereador. Em São Paulo, o Republicanos já tem 122 pré-candidatos a vereador – número que terá de ser reduzido ao máximo permitido por partido, de 83 nomes, segundo o TSE. Espera-se que Russomanno ajude a aumentar a base do partido na Câmara Municipal – atualmente são quatro vereadores.

Também ainda não há um nome para ocupar o lugar de vice na eventual chapa encabeçada por Russomanno. Uma possibilidade é que um dos vereadores da sigla seja o indicado.

Na época em que o Republicanos anunciou a pré-candidatura do deputado, ainda havia uma forte negociação com o PSDB para que ele eventualmente ingressasse como vice na chapa do prefeito Bruno Covas (PSDB), que disputará a reeleição. De acordo com aliados do tucano, a negociação entre os dois pré-candidatos tratou inclusive do espaço que o Republicanos, que já integra a base aliada de Covas, ocupa na administração da cidade.

Alcântara chegou a anunciar o adiamento da convenção do Republicanos – inicialmente prevista para a última quinta-feira – para o dia 16. A mudança foi feita, segundo o próprio Alcântara, para facilitar uma composição.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pedro Venceslau e Paula Reverbel
Estadao Conteudo
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