Seis regiões do Estado de SP chegam à fase verde da quarentena

De Redação Estadão | 9 de outubro de 2020 | 14:45

A capital paulista, a região metropolitana e as regiões de Piracicaba, Campinas, Taubaté, Sorocaba e a Baixada Santista tiveram quedas nos números da covid-19 e avançaram para a chamada fase verde da quarentena. Com isso, 76% da população vive nessas regiões, de acordo com o governo. O Estadão já havia antecipado a informação sobre a chegada da cidade de São Paulo a esse estágio do Plano São Paulo. Já a região de Barretos voltou para a fase laranja. O restante do Estado permanece na fase amarela. Essa nova configuração vale a partir deste sábado, 10, e uma nova reclassificação acontecerá somente em 16 de novembro.

Com o avanço de fase, a capital paulista reabre, a partir deste sábado, 10, cinemas e atividades culturais. A autorização para a retomada dessas atividades culturais já havia sido dada pelo governo do Estado no começo de julho, para cidades há mais de 28 dias na fase amarela, mas a decisão cabe aos prefeitos. Bruno Covas (PSDB) decidiu esperar a chegada à fase verde para a retomada desse setor. Os protocolos com as entidades que representam essas áreas foram assinados no dia 24 de setembro, a fim de garantir a reabertura assim que a cidade chegasse a esse estágio do Plano São Paulo.

A fase verde da quarentena, a penúltima antes da azul (último estágio), permite a ampliação do horário em shoppings, comércios, bares, restaurantes, academias e setor de serviços e também a capacidade de ocupação em 60%. O governador João Doria (PSDB) afirmou que as atividades das regiões nessa fase poderão funcionar por 12 horas.

Regiões na fase amarela também poderão estender de oito horas para dez horas o funcionamento dos estabelecimentos comerciais, de rua, shoppings, academias e prestadores de serviço. Restaurantes e similares poderão ficar abertos até as 23h, dentro das regras, mas o serviço deve ser interrompido às 22h, obrigatoriamente. Essa regra vale tanto para a fase amarela quanto para a verde.

“A fase verde ainda requer cuidado, permite uma retomada maior, mas é preciso cautela”, afirmou a secretária Patrícia Ellen, de Desenvolvimento Econômico. De acordo com o governo, atividades que gerem aglomerações, tais como festas, grandes shows com público de pé e torcidas em estádios ainda estão proibidas.

O Centro de Contingência também decidiu unir a região metropolitana e a capital em uma única região, chamada de Grande São Paulo. Antes, havia separação. “A cidade de São Paulo é referência médica da América Latina, da região metropolitana, do interior e de outros estados. A mortalidade e a letalidade são maiores porque concentram na cidade os casos mais graves e isso sacrifica os indicadores. Por isso, achamos razoável essa reorganização e restabelecimento da DRS 1, como ela era originalmente”, explicou Jean Gorinchteyn.

Além disso, os indicadores agora vão comparar os últimos 28 dias com os 28 dias anteriores, ampliando a contagem anterior de 7 dias. A classificação das regiões depende de variáveis como taxa de ocupação de leitos de UTI, a quantidade desses leitos por 100 mil habitantes e também leva em conta os números de casos, óbitos e internações.

Gorinchteyn também explicou que, apesar de permitir uma maior flexibilização, a fase verde ainda é restritiva. “Está bem distante da fase azul, que ainda estudamos quais os critérios que vamos utilizar. Um deles é a disponibilidade de vacina e toda a população vacinada. O outro é o número de casos bem baixos, como a H1N1, com repercussão bem baixa para a sociedade e que pode aumentar o número de atividades ou voltar a uma fase que chamamos de normal controlada.”

O Estado de São Paulo contabilizou nesta sexta-feira, 9, 37.068 mortes e 1.028.190 casos confirmados de covid-19. A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 43,2% no Estado e de 42,2% na Grande São Paulo. De acordo com o balanço da Secretaria Estadual da Saúde, 3.489 pacientes estão em leitos de unidades de terapia intensiva, entre casos confirmados e suspeitos. Em enfermaria, estão internadas 4.749 pessoas. Ainda segundo os dados, 900.264 pessoas já se recuperaram da doença e 112.562 tiveram alta hospitalar.

Paloma Cotes e João Ker
Estadao Conteudo
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