Seleção feminina leva um gol em cada tempo e perde para os EUA em Orlando

De Redação Estadão | 21 de fevereiro de 2021 | 20:20

A seleção brasileira feminina não resistiu ao poderio da melhor equipe do mundo. Neste domingo, até fez um duelo equilibrado com os Estados Unidos, mas perdeu por 2 a 0, em Orlando, na partida válida pela segunda rodada da She Believes Cup, torneio encarado como uma preparação para a Olimpíada de Tóquio.

Anfitriã do torneio, a seleção americana encaminhou a sua vitória ao abrir o placar logo aos dez minutos do primeiro tempo, com o gol marcado por Christen Press. E depois de conseguir se safar várias vezes de levar o empate, definiu o triunfo aos 42 da etapa final, com Megan Rapinoe.

O duelo deste domingo foi o 15.º da seleção brasileira sob o comando de Pia Sundhage, que assumiu a equipe após o Mundial de 2019, vencido pelos Estados Unidos. E, sem dúvida, o mais complicado. Acabou sendo a segunda derrota da equipe, que ganhou nove vezes com a treinadora sueca e empatou outras quatro.

O resultado deixa os Estados Unidos próximos do título da competição, pois haviam derrotado o Canadá na estreia por 1 a 0 e só precisarão empatar com a Argentina na quarta-feira para ficar com a taça. No mesmo dia, a seleção brasileira, que goleou as argentinas na estreia por 4 a 1, vai encarar as canadenses, às 18 horas (de Brasília).

O JOGO – Para o duelo deste domingo, Pia fez várias alterações na seleção, ainda mais que havia feito vários testes contra a Argentina. Assim, escalou um time mais próximo ao ideal, só mantendo Rafaelle, Tamires, Bia Zaneratto, Marta e Debinha da formação que iniciou o confronto anterior.

Ainda assim, a seleção sofreu nos minutos iniciais. Foi dominada pelos Estados Unidos, que quase abriu o placar com Lynn Williams, no primeiro minuto, quando parou em Bárbara, e aos sete, em chute perigoso de Rose Lavelle.

Só que aos dez não houve como evitar o gol. Ertz avançou pela esquerda e acionou Christen Press, que cortou Bruno Benites e chutou cruzado, no canto esquerdo: 1 a 0. A partir daí, o Brasil cresceu e foi perigoso, especialmente quando apostava na velocidade de Ludmila e Debinha. E teve sua melhor chance aos 23, com Ludmila, que parou na goleira Alysson Naehr. Assim, foi ao intervalo perdendo.

No segundo tempo, o Brasil buscou jogar no setor ofensivo, o que deu muitas chances para os Estados Unidos em contra-ataques. A seleção, porém, teve as melhores oportunidades, ambas com Debinha, aos 36 e aos 37 minutos, essa de cabeça. Mas a artilheira da Era Pia falhou em ambas as finalizações.

E os Estados Unidos decidiram o jogo no fim. Aos 42, Lindsey Horan cruzou da direita, Rapinoe se antecipou a Jucinara e bateu de primeira. Bárbara ainda tocou na bola, mas não evitou o segundo gol das americanas.

Pia escalou o Brasil diante dos Estados Unidos com: Bárbara; Kathellen (Jucinara), Bruna Benites, Rafaelle e Tamires; Bia Zaneratto (Júlia Bianchi), Andressinha, Andressa Alves (Cristiane) e Marta; Ludmila (Giovana) e Debinha.

Leandro Silveira
Estadao Conteudo
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