Seungri, ex-membro de grupo de k-pop, pode enfrentar corte militar

De Redação Estadão | 4 de fevereiro de 2020 | 13:52

Seungri, estrela de k-pop acusado de violar a lei antiprostituição da Coreia do Sul, pode ter que entrar para o Exército do país e enfrentar um julgamento em uma corte militar. Na semana passada procuradores indiciaram formalmente o ex-membro do grupo Big Bang Seungri, cujo nome verdadeiro é Lee Seung-hyun, por acusações de violar as leis ligadas a prostituição, apostas ilegais e evasão fiscal.

A organização estatal Administração de Força Militar disse nesta terça-feira, 4, que enviou documentos para Seungri requisitando que ele compareça à instituição para realizar 21 meses de serviço militar obrigatório, algo necessário para todo homem sul-coreano em condições em cumprir o serviço, já que os procuradores encerram as investigações.

Em comunicado, o órgão disse que estava preocupado com a possibilidade de um julgamento prolongado em cortes civis dificultar os esforços de aplicar de forma igualitária as obrigações militares de Seungri, que tem 29 anos.

A organização disse que o caso de Seungri será dado para a corte militar se ele entrar para o Exército. Homens elegíveis para o serviço militar na Coreia do Sul podem adiar a entrada até cinco vezes dentro de condições especiais antes que façam 31 anos – mas o tempo de adiamento total não pode exceder dois anos.

Seungri adiou sua entrada em março de 2019. A agência disse que não irá divulgar se ele tentou adiar a entrada novamente, ou quando é esperado que o cantor entre no serviço militar, citando regulamentos de privacidade.

A mídia sul-coreana disse que Seungri deve entrar para o Exército no final de fevereiro ou no começo de março. A agência de notícias Yonhap disse que é improvável que a agência militar aceite outro pedido de adiamento por causa dos julgamentos nas cortes civis.

Os procuradores não deram detalhes sobre as acusações. A mídia do país disse que Seungri foi acusado de contratar prostitutas para ele e investidores de Taiwan, Japão e Hong Kong, realizando apostas ilegais e não reportando para as autoridades da Coreia do Sul o dinheiro que pegou emprestado no exterior para usar nas apostas.

O cantor já negou anteriormente todas as denúncias. O grupo Big Bang é um dos mais bem sucedidos no universo do k-pop desde o seu lançamento em 2006, atraindo seguidores leais na Ásia e ao redor do mundo. Em 2016, a revista Forbes disse que o grupo conseguiu US$ 44 milhões de dólares em 2015. Big Bang está atualmente em uma pausa temporária já que outros membros estão prestando serviço militar.

O caso de Seungri é um dos muitos escândalos que atingiram a indústria do entretenimento da Coreia do Sul nos últimos anos. Em novembro, o compositor Jung Joon-young foi condenado a seis anos de prisão, e o cantor Choi Jong-hoon a cincos anos, depois que ambos foram julgados como culpados por estupro. Fonte: Associated Press.

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