Show circense é o triunfo de 'Barnum'

De Redação Estadão | 27 de maio de 2020 | 07:35

A ausência de uma data exata para a reabertura dos teatros não desmotivou os produtores Gustavo Barchilon e Thiago Hofman – pelo contrário, eles já acertam os primeiros detalhes de Barnum – O Rei do Show, musical cuja estreia está prevista para março de 2021, quando, espera-se, a situação da pandemia já tenha aliviado. Será no Teatro Opus, em São Paulo, e com Murilo Rosa no papel-título.

“Estamos considerando um cenário em que a vacina ainda não estará disponível e, desta forma, seguiremos todos os protocolos visando a saúde de toda nossa equipe, como uso de máscaras, redução de equipe nos ensaios, testagem de sorologia, itens para higienização constante, dentre outros”, comenta Hofman, que vai assinar a direção de produção. “Em termos financeiros, estamos projetando uma redução de 60% com as vendas de bilheteria.”

Para compensar a nova formatação dos teatros, os produtores pretendem recriar com esmero a energia do espetáculo. Escrito por Mark Bramble, com letras de Michael Stewart e músicas de Cy Coleman, Barnum estreou na Broadway em 1980. A trama se inspira na história real de Phineas Taylor Barnum (1810-1891), considerado um dos primeiros showmen da história. Seu mais famoso empreendimento, de 1871, foi o P. T. Barnum Grande Museu, Zoológico e Hipódromo Itinerante, uma mistura de circo, zoológico e museu de personagens freaks, com destaque, por exemplo, para uma mulher de 160 anos.

Inovador para alguns, manipulador para outros, Barnum foi um empreendedor que ficou rico e reconhecido por entreter as pessoas. “Por mais que o espetáculo sensacionalista e as exibições de mau gosto sejam reprováveis hoje em dia, o que ele fez é reconhecido como o princípio de uma tendência de entretenimento”, avalia o diretor artístico Barchilon. “Barnum afirmava que o público entendia que era enganado, mas gostava disto pelo simples fato de alimentar o sonho e se afastar da rotina.”

O personagem foi representado por Hugh Jackman em O Rei do Show, filme cuja trilha é considerada por alguns críticos como moderna demais. “Vamos apresentar um espetáculo old Broadway, com músicas e letras de gênios”, continua Barchilon que, para isso, vai contar com a versão em português de Claudio Botelho. “Ele não apenas traduz uma canção, mas entende o que o autor quer dizer, o que o letrista quer expressar, o que o diretor quer transmitir, e cria uma versão para os tempos de hoje e, ao mesmo tempo, respeita a obra original.”

Barchilon e Hofman pretendem manter o “aquecimento” da plateia como previsto no original, ou seja, com malabaristas e ilusionistas espalhados entre as pessoas, antes do início da peça. “O circo é a alma deste espetáculo – e também um ambiente sem preconceitos, que consegue divertir de adultos a crianças com as mesmas atrações”, explica Barchilon. “Queremos que o espetáculo já comece no foyer, onde teremos uma exposição com manchetes, fotos, anúncio, pipoca, brincadeiras e toda a atmosfera circense.” “A magia é que seja um musical que conte a criação do maior espetáculo da Terra”, completa Hofman.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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