Thiaguinho relembra 'Tardezinha' e fala de amizade com Rafael Zulu

De Redação Estadão | 13 de outubro de 2020 | 15:59

Projeto musical do cantor Thiaguinho, Tardezinha vai se transformar em uma série documental que estreia no serviço de streaming Globoplay na próxima quinta-feira, 15 de outubro.

A produção retrata os bastidores e também as apresentações musicais do cantor ao longo de quatro episódios. Na tarde desta terça-feira, 13, Thiaguinho participou de uma coletiva virtual com jornalistas, da qual o Estadão participou.

“Daqui 10, 20 anos, vou olhar esse documentário e relembrar esses momentos que a gente perde na memória. Bastidores, coisas que aconteceram. Quem dera eu pudesse ter todas as minhas turnês registradas assim”, disse.

Tardezinha no Maraca

O show de encerramento do projeto Tardezinha foi feito no Maracanã, em 15 de dezembro de 2019, e é citado por Thiaguinho como “o dia mais feliz da minha vida”.

“Sou de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, e cresci em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Sempre tive sonho de cantar, gravar álbum, mas Deus me deu muito mais do que imaginei”, afirmou.

Além do Maracanã, ao longo de seus mais de quatro anos de desenvolvimento, o projeto Tardezinha também passou por outros estádios como a Arena das Dunas, em Natal, e o Mineirão, em Belo Horizonte. Em São Paulo, o show foi realizado no Anhembi, para mais de 35 mil pessoas.

Thiaguinho também destacou sua admiração por Ivete Sangalo: “Mandei mensagem pra ela falando: ‘posso fazer show no Maracanã?’ Se não for a maior artista feminina do nosso País, é uma das maiores da história. Queria que ela estivesse lá comigo. Infelizmente, não deu por questão de logística”.

Sobre um possível retorno do projeto Tardezinha, Thiaguinho responde: “Óbvio que existe a possibilidade de voltar, mas é cedo para falar sobre isso. Mas é gostoso saber que as pessoas têm essa saudade já agora, que nem acabou direito”.

Reafirmação da beleza do homem negro

Questionado sobre sua relevância para a reafirmação da beleza do homem negro no Brasil, Thiaguinho comentou: “Acho que tiveram outros cantores que ajudaram nesse processo. Digo isso por experiência própria. Quando era guri, 10 anos, o fato de o pagode dos anos 90 fazer sucesso com Rodriguinho, Alexandre Pires, Salgadinho… Esses caras ajudaram muito na minha autoestima”.

“Influenciaram meu corte de cabelo, maneira de vestir, e, principalmente, me olhando no espelho. Via as meninas da escola falando que eles eram bonitos e pensava: ‘há uma esperança!'”, prosseguiu.

“Fico feliz em ser continuidade disso tudo, desde lá de trás. A continuidade dessa reafirmação da beleza do homem negro. … Deveria ter muito mais espaço para isso. Mais de metade do nosso País é negra, se comparar em exposição, ainda tem muito a crescer”, completou.

Amizade entre Thiaguinho e Rafael Zulu

Sobre a parceria com o ator Rafael Zulu, que aparece em diversos momentos dos episódios de Tardezinha no Globoplay, explica: “Ele é fundamental nesse projeto. É um cara que sou apaixonado, amigo demais, um irmão que Deus me deu.”

“Fui morar no Rio de Janeiro em 2015. Lá, a gente estreitou mais ainda essa relação, de se ver mais, se encontrar mais. Eu seria jurado do Superstar todo domingo, então não poderia fazer show fora do Rio, e, numa conversa, surgiu essa ideia dele”, conta.

O músico ressalta que, como passaria “todo domingo ‘de bobeira’ durante o dia”, pensou em fazer um pagode entre amigos, que originaria os shows do projeto, feitos sempre à tarde, como indica o nome.

O início de Thiaguinho no reality show Fama

Em determinado momento, Thiaguinho relembrou sua participação no reality show Fama, exibido pela Globo, do qual foi eliminado em 2002, antes de chegar à semifinal.

“Considero o início da minha carreira profissional no Fama. Sempre tive que passar por cima de várias adversidades internas e externas. A carreira de um artista é assim o tempo todo. Tendo que se provar, e provar às pessoas que você merece aquele espaço”, comentou.

ANDRÉ CARLOS ZORZi
Estadao Conteudo
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