Três vezes Indiana Jones, para alegrar o Natal

De Redação Estadão | 25 de dezembro de 2019 | 08:15

Ao longo dos Anos 1970, uma nova geração estabeleceu-se no cinemão, construindo a lenda do que se chamou de Nova Hollywood. Francis (Ford Coppola), George (Lucas), Martin (Scorsese), Steven (Spielberg) e os outros. Os amigos que vieram mudar tudo. Cinéfilos, influenciados pelos grandes mestres e pelas matinês de antigamente.

Depois do viajar ao futuro na saga Star Wars, Lucas, agora na companhia de Spielberg, foi ao passado para construir um personagem emblemático. O ator, o mesmo Han Solo das aventuras intergalácticas. Harrison Ford. Muda o figurino – o chapéu, o chicote – e o destemido Indiana Jones está pronto.

Dublê de arqueólogo e aventureiro, caça os nazistas que querem se apoderar da Arca da Aliança do povo judeu (Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida), enfrenta os adoradores de uma seita secreta que escravizam crianças em regiões remotas da Índia (O Templo da Perdição) e persegue o último remanescente que guarda o segredo do Graal, e da vida eterna (A Última Cruzada). Foram anos prodigiosos, entre 1981 e 89, quando Indiana Jones viveu suas primeiras três aventuras.

Passaram-se quase 20 anos até que, em 2008, atendendo aos pedidos dos fãs, Spielberg e Lucas reativaram seu herói em O Reino da Caveira de Cristal.

De novo vilões nazistas, e agora também os perigos da selva, uma praga de formigas devoradoras, uma explosão atômica e até um toque à Contatos Imediatos do Terceiro Grau (no clímax), mas, se A Última Cruzada já era sobre pai e filho (Ford e Sean Connery), Ford dessa vez entroniza na aventura o Jr. (Shia LaBeouf).

A aventura vira geracional. Muitos críticos e até parte do público decepcionaram-se, mas a trama, embora cansada e um tanto enrugada, ainda tinha seu charme. Ficou o trauma, de qualquer maneira, e o trio Spielberg/Lucas/Ford hesita antes de se lançar a um Indiana Jones 5. Mas prometem – quando encontrarem a história certa.

Neste dia de Natal, o canal fechado de TV Telecine Cult propõe ao público o retorno aos três primeiros filmes da série com ‘indy’.

A programação começa às 15h35 e prossegue de forma contínua às 17h40 e 19h45.

Até às 22h, serão mais de seis horas de ação, humor, efeitos. Cada filme tem sua cena emblemática – o herói enervando-se no mercado e resolvendo a parada com o oponente no revólver, no primeiro; as cenas da ponte pênsil e da perseguição da bola gigantesca nos túneis da mina, no segundo; e o que ocorre quando o Graal cai em mãos inadequadas, no terceiro.

Durante anos, Spielberg carregou a fama de Peter Pan, o cineasta que não queria amadurecer, fazendo filmes infantilóides. Tolice pura – ele não apenas fez sua trilogia informal sobre o 11 de Setembro (O Terminal, Guerra dos Mundos, Munique), como filmou os campos de concentração (A Lista de Schindler) e a guerra (O Resgate do Soldado Ryan). É um grande cineasta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Luiz Carlos Merten
Estadao Conteudo
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