Uma maratona para rever vencedores do Oscar

De Redação Estadão | 9 de fevereiro de 2020 | 07:52

Em dia de Oscar, as atenções de todo o mundo voltam-se para o tapete vermelho da Academia de Hollywood e as emissoras sabem disso. A Globo, que transmite a cerimônia, espera o fim da festa para mostrar Os Infiltrados, de Martin Scorsese, talvez para fazer pirraça à Netflix, já que ele não vai ganhar por O Irlandês, mesmo tendo conseguido dez indicações para o prêmio deste ano. Na TV paga, o Telecine Cult concentra as atrações e promove quase 15 horas ininterruptas de longas vencedores.

Começa às 10 da manhã com Carruagens de Fogo e termina às 22h – com Os Infiltrados. Entre os dois, a programação anuncia – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, às 12h15; Rain Man, às 14h; Platoon, às 16h25; e A Lista de Schindler, às 18h35. Todos venceram como melhor filme, mas um, justamente o primeiro, não emplacou também melhor direção.

Em 1981, Ronald Reagan estava na presidência, ocupando o primeiro de seus dois mandatos. Reagan realinhou a política interna e externa dos EUA a uma linha mais conservadora. A Academia reagiu atribuindo o prêmio de melhor filme a Carruagens de Fogo, de Hugh Hudson, sobre a Olimpíada de 1924, mas outorgando a estatueta de direção a Warren Beatty, por Reds. Se Reagan pautou sua presidência pelo anticomunismo, o Oscar celebrou o jornalista americano John Reed e sua participação na Revolução Russa de 1917.

Reds, de ‘vermelhos/comunistas’, também venceu como melhor fotografia, um trabalho prodigioso de Vittorio Storaro, e melhor atriz coadjuvante, Maureen Stapleton, como a anarquista lituana Emma Goldmann, cujos escritos e conferências políticas repercutiram muito na América, no começo dos século passado.

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de 1977, marcou a consagração de Woody Allen – melhor filme, diretor, roteirista (com Marshall Brickman). Diane Keaton também foi melhor atriz e virou ícone da moda no filme que explora, como tema, as diferenças entre Nova York e Hollywood. Rain Man venceu em 1988 e foi um Oscar meio morno, apesar do brilho das interpretações de Dustin Hoffman e Tom Cruise. Melhor filme, diretor, roteiro e ator – Hoffman. Dois irmãos, e um deles é autista, muito bom em matemática e estatística, o que permite ao outro montar um esquema para “explodir” cassinos. No processo, estreitam laços afetivos e viram melhores amigos.

Com Platoon, de 1986, Oliver Stone iniciou sua revisão da história dos EUA, reconstituindo a própria experiência na Guerra do Vietnã. Sólido, venceu como melhor filme, diretor, som e montagem. Steven Spielberg demorou a conseguir o prêmio, mas vieram dois, quase seguidos – por A Lista de Schindler, de 1993, colecionou sete prêmios, incluindo filme, diretor e trilha (John Williams). A história do empresário sueco que salvou centenas de judeus durante o Holocausto. Cinco anos depois venceu de novo como diretor, por O Resgate do Soldado Ryan.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Luiz Carlos Merten
Estadao Conteudo
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