'Zorba', uma força da natureza, no Telecine Cult

De Redação Estadão | 26 de agosto de 2020 | 07:22

Duas vezes vencedor do Oscar de melhor coadjuvante – por Viva Zapata!, de Elia Kazan, em 1952, e Sede de Viver, de Vincente Minnelli, 1956 -, Anthony Quinn foi um ator norte-americano de ascendência mexicana. Nasceu em Chihuahua, em 1915, morreu em Boston, 2001. Filmou na Itália, com Federico Fellini (Estrada da Vida), na Grécia, com Michael Cacoyannis (Zorba, o Grego), até no Brasil, com Ricardo Bravo (Oriundi).

Pelo Cacoyannis concorreu ao Oscar de melhor ator de 1964, mas era o ano de My Fair Lady e Rex Harrison levou o prêmio da categoria. Nem por isso Zorba passou em branco na premiação da Academia. Venceu os Oscars de melhor atriz coadjuvante (Lila Kedrova), direção de arte e fotografia em preto e branco, um trabalho extraordinário de Walter Lassally.

Zorba, o Grego é a atração do Telecine Cult, hoje, às 22h. Baseia-se no livro de Nikos Kazantzakis. Mostra esse homem que é uma força da natureza. Zorba vive e ama com intensidade. Não é bem o modelo em que o reprimido intelectual inglês Alan Bates possa se inspirar. Mas, sim, ele tomará lições de vida com Quinn e até amará a viúva Irene Papas. Quinn é excepcional, e o filme tem seus momentos. Termina e o espectador segue com a trilha de Mikis Theodorakis na cabeça.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Luiz Carlos Merten
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