Excesso de exposição às telas traz riscos às crianças

De lucianpichetti | 16 de junho de 2020 | 15:23
Foto: Pexels

Com mais tempo em casa durante a quarentena, as crianças têm usado de maneira exagerada celulares, tablets, computadores e televisores. Quando não estão tendo aulas virtuais, passam horas jogando ou navengando na internet e nas redes sociais. Especialistas alertam para os perigos do excesso e explicam que há outras formas para educar e entreter os filhos.

Segundo a coordenadora do Ensino Fundamental Anos Iniciais e da Educação Infantil do Elite Rede de Ensino, Nathália Ferrari, o que deve ser considerado não é apenas o tempo de uso, mas também, a qualidade do que é visto na frente das telas.

“A interação com os recursos digitais aumentou consideravelmente. Até o processo de ensino-aprendizagem passou a contar com um contato remoto, prendendo mais a atenção de crianças e de jovens em um computador, tablet e celular. O que não se pode esquecer é a necessidade de um balanceamento no uso das tecnologias”, conta Nathália.

Tempo limite de uso

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que crianças, com idades entre seis e dez anos, devem usar as telas no máximo uma ou duas horas por dia. Já crianças, com idades entre dois e cinco anos, o recomendado é no máximo uma hora por dia diante das telas. Enquanto os adolescentes, com idades entre 11 e 18 anos, devem usar as telas e jogos de videogames até duas ou três horas por dia, além de nunca virarem a noite jogando. Em todas as faixas etárias, os pais, responsáveis e cuidadores devem supervisionar. As crianças com menos de dois anos não devem ser expostas às telas ou jogos de videogames.

“O uso exagerado das telas pode provocar inúmeros prejuízos para a saúde da criança e do adolescente. Dentre eles: dores de cabeça, enxaquecas, tonturas, erros posturais, cervicobraquialgias (dores do pescoço, ombros e braços, tipo torcicolo), dores músculoesqueléticas, irritabilidade, agressividade, reações e condutas violentas, problemas de saúde mental – ansiedade, crises de angústia, depressão e dissociação cognitiva-afetiva (quando a criança ou adolescente perde a noção do que é real ou do que é virtual, provocado pelo uso precoce e excessivo das telas) -, problemas de visão e outros”, destaca a doutora Evelyn Eisenstein, pediatra e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria.

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